15.3.04

MELHORES MÚSICAS DO MUNDO (nesta tarde)

Maldito verano - LOS PIRATA
I believe in a thing called love - DARKNESS
Vencedor - LOS HERMANOS
Megalomania - AUTORAMAS

Acho que nunca falei dos Autoramas neste blog. Vou me redimir agora. Desde os tempos de Little Quail, eu sabia que o vocalista Gabriel Thomaz ia dar trabalho. É difícil encontrar personalidades rock'n roll no rock'n roll nacional. Não falo de piadas como Pitty (Avril Lavigne da Bahia) ou CPM 22 (Banda Gospel que não fala de Jesus). Criatividade musical, ironia, presença de palco, fico feliz em preceber que ainda existe "atitude" no rock nacional.

Já que eu fui por esses lados, também preciso citar Los Pirata. Apesar de nunca ter ido a nenhum show deles, já os coloco em um patamar de destaque no cenário da música poptrash nacional (? - eles cantam em espanhol). O disco tem apenas meia hora, ainda assim porque tem uma jam de onze minutos no final, mas ? um ant?doto de for?a (Que a força esteja cm você) para quem precisa de algo mais para sobreviver na Matrix.

Bom, Los Hermanos já foram assunto do post anterior, mas eu acabei não falando quase nada (positivo) sobre eles. Acho que boa parte da classe média universitária já teve a chance de ouvir o último CD deles e chegar à conclusão que eles não merecem o preconceito Anajúlico imposto pela haute culture/crítica/inteligenzia paulistana. Destaco o lirismo e atitude antipop do líder Marcelo Camelo e riffs sensacionais do guitarrista Rodrigo Amarante.

Darkness. Bem, acho que é a coisa mais divertida que aconteceu no rock dos últimos tempos. Algo como se o Ney Matogrosso ou o Edson Cordeiro se juntassem ao AC/DC para formar um novo Poison. É admirável que um ser humano inicie uma música cantando em falsete, falando sobre amor, tipo um Rivers Cuomo que não se leva a sério.

8.3.04

LOS HERMANOS

Fui ao show deles, sábado, no Palace. (Não tem jeito, nunca vou chamar aquela birosca de Directv Music Hall.) A apresentação foi legal. Teve até abertura de uma banda, banda mesmo, tocando marchinhas de carnaval para animar a galera.

Antes, eu e a Mi fomos para um "esquenta tamborins" na casa da Gica e do Rogerião. Iríamos de turminha, já que ainda teríamos a presença da Mabi (Maria Beatriz, amiga do Rogério) e reishpectivo namorado carioca-farroupilha.

A gente acabou saindo em cima da hora e, como a pista estava lotada, ficamos meio longe, logo na entrada. Só que o mais legal NÃO estava no palco. Um senhor de uns 55~60 anos, que chegou de mansinho e ficou do nosso lado quase que o show inteiro. Na verdade, ao lado da irmã da Mabi, que encontrou a gente lá dentro. De vez em quando, ele até dava uns güento na irmã da Mabi. Mas tudo no maior respeito.

Solos, gritos, aplausos, bis, mais aplausos, as luzes se acendem. E não é que o velhote era o Suplicy. Sim, ele mesmo: o senador, o ex-marido, o pai do Supla, o mito, o último homem de caráter em Brasília, o último homem de blazer em um show de rock.

Boiadas são sempre bem-vindas. Quando um senador da república sugere que a turma vá visitar o camarim, enfie os dois pés na jaca. No caminho, o jovem Eduardo cumprimentou, como se fossem da banda, 2 caras do staff, só por também usarem barba comprida. Me segurei para não fazer nenhum comentário. Afinal, sem ele, não estaríamos ali.

Falamos com os Hermanos, todos supergenteboa, mas não tinha nada de rango ou goró pra quem invadisse o camarim. Quando estava começando a lotar, eu dei o toque pro Suplão pra gente se pirulitar.

Os 3 casais ainda iríamos para uma festa na casa de um amigo nosso, ex-colega de firrrma da Michelle e da Gica. Detalhe: a aniversariante é gay e metade dos convidados também. Cordial e politicamente correto, como sempre, o senador recusou o convite (sem saber do detalhe).

Chegando lá fora, estava uma chuvinha. Cordial e politicamente correto, como sempre, ele perguntou se estávamos "de automóvel", pois ele teria o prazer de nos dar uma carona para que não pegássemos um resfriado. Cordial e politicamente correto, como nunca, recusei o convite.

3.3.04

A MONSTRA DA MÁQUINA DE CAFÉ

Onde se ganha o pão, não se come a carne. Seguir esse ditado aqui na firrrma não é muito difícil. Disk tem uma lenda que, quando nasce uma criança, Deus pergunta "Quer ser bonita ou trabalhar naquela firrrma?". Esse post é sobre uma criatura que escolheu muito a segunda opção.

Normalmente trabalhar me dá sono. Especialmente naqueles feriados em que você é escalado para fazer plantão. Pra completar, naquela tarde estava fazendo um calor dos infernos. Além de sono, trabalhar me dava sede. Então, fui fazer o refil da minha garrafinha de água no complexo social bebedouro/máquina de café/fumódromo.

Parênteses: no meu andar funciona o telemarketing de publicidade, um produtivo celeiro de tiazinhas que primam pela beleza e forma física, pelo bom gosto na escolha de indumentárias e também pela correção gramatical na utilização da linguagem verbal ou escrita. Na minha época de tabagismo corporativo, eu até convivia com algumas delas no fumódromo. No entanto, minha participação nos "diálogos" se limitava a resmungar concordâncias. Putz, do telemarketing inteiro, acho que só uma ou duas se salvavam, mas eram não-fumantes e provavelmente não-pensantes.

Pois então, lá estava eu, com minha garrafinha refil na boca da botija, quando chega uma dessas moças. Até que estou sendo bonzinho na descrição, assim como fui bonzinho ao cumprimentar aquele filhote de cruz-credo gigante que tem uma bunda que é o triplo do tamanho do tronco e que, apesar disso, só veste calças dois números menores que o indicado.

Eu esperava que ela passasse reto em direção ao fumódromo. Mas não. Ela vaio apertar um botão na máquina de café. A tal Lady Murphy devia estar conspirando para que aquele simples intervalo se transformasse num suplício. Eu fechei os olhos, rezando para ela não vir puxar assunto, mas era inevitável:
- Ai, que marasmo, né?

Eu abri os olhos, respirei fundo e levantei as sobrancelhas, concordando com a cabeça:
- É.
A porra do bebedouro devia estar com problema. Justo na hora que eu mais precisava que ele enchesse rápido a garrafinha, a torneira começa a falhar.

E a monstra não se contentava com minha clara demonstração que não estava a fim de papo. Encostou na máquina requebrando aquela bunda estratosférica de um modo que bloqueava totalmente a passagem do corredor. Com um braço inteiro levantado, como que acariciando a máquina de café, ela colocou a outra mão na "cintura", numa pose lânguida, sensual, de ataque:
- Bem que podia acontecer alguma coisa pra animar essa tarde, né?

Socorro! Antes que aquela monstra me agarrasse, fechei a garrafinha e, saída pela direita, sem olhar pra trás. Graças ao meu bom deus, nunca mais encontrei essa senhora.

27.2.04

APARELHO DIGESTÓRIO, COMPLEXO GOLGIENSE E TONSILA

O título acima pode parecer fruto daqueles tradutores automáticos que a gente encontra na internet. Mas não é. Esses são alguns exemplos da nova nomenclatura oficial utilizada nas descrições sobre anatomia humana, veterinária, aviária, citológica, histológica e embriológica.

O Ministério da Educação determinou que os livros didáticos adotados no ensino fundamental e médio devam seguir a terminologia científica, a Nomina anatomica. É difícil engolir essa história, principalmente quando suas amídalas viram tonsilas, ou papo vira onglúvio. Confira a lista inteira na página da estimada professora Cynara.

Já me imagino, velhinho, vendo aqueles programas da Discovery/Animal Planet sobre o sistema digestório do avestruz, e reclamando que o texto foi escrito por algum professorzinho de biologia de vinte e poucos anos.

Queria eu que a discussão sobre o que está certo ou errado nessa vida se limitasse a normas de nomenclatura.

16.2.04

LOOMPA-LOOMPA & NATAL NA PENITENCIÁRIA

O post está meio atrasado (para quem conhece o dono deste blog, nenhuma novidade), mas vale a pena lê-lo.

Valparaíso é uma diminuta cidade no noroeste paulista, entre Araçatuba e Andradina. Sua economia é movida a álcool (inserir gif animado da mãozinha - trocadilho.gif), mas nos últimos anos a construção de um presídio estadual deu uma chacoalhada no município. Mas não é sobre isso que eu vim falar.

Anualmente ocorre em Valparaíso uma tradicional temporada de festividades, o Natal. A família do meu pai, principalmente do lado Sanches, promove animados jantares e almoços, que nos áureos tempos reuniam mais de 50 pessoas. Mas também não é sobre isso que eu vim falar.

O lance é que o último Natal foi bem curioso. Eu (cético), Michelle (quase budista), Márcio (judeu), Paula (quase judia) e Claudio Niwcles (católico caseiro) fomos celebrar o nascimento de Cristo na casa de minha avó Sabina (católica praticante). Dia 24/12, saímos às 5 da manhã para uma viagem de 500 km, com direito a multa por excesso de velocidade e sono por excesso de monólogos do Professor Claudio.

Chegamos em Valpa para o almoço, invariavelmente bife à parmegiana, estreamos a piscina que meu Tio Tininho acabara de construir. Pretérito mais que perfeito rules. O jantar de Natal seria na casa da minha avó, com a presença da outra tia (Ana) e seus filhos, Fernando e Carla, que, obviamente, são meus primos.

Fernando, 27 anos, bacharel em direito e fazendeiro, é o solteiro mais disputado da região. Os empresários da noite valparaisense disputam a tapas a simpatia dele para qualquer evento. Nessas, ele nos apresentou a possibilidade de ir a uma Festa de Natal no Clube dos Funcionários da Penitenciária. O ceticismo foi inevitável:

- Porra, Fer, você recomenda essa parada?

- Nico, é a ÚNICA balada que rola hoje em Valpa City.

Bom, então estava decidido. Depois da ceia de Natal, estávamos condenados a ir pra prisão. Em regime semi-aberto. E seria isso mesmo, não fosse a brilhante idéia de passar na casa do sogro do tio Tininho, Sr. Nelson, "o fino da elegância", segundo o Fer.

Vai daí que o Sr. Nelson comprou um videokê, mas como a família dele não carrega genes próprios para a cantoria, ele convidou para a ceia de Natal uns agregados. O mais tradicional de todos é o Taketoshi, um japa (não me diga?!) dono da farmácia, solteirão.

Vai daí que o Sr. Nelson sempre convida uns agregados solitários para festas tipicamente familiares. O mais tradicional de todos é o Taketoshi, um japa (não me diga?!) dono da farmácia, cinquentão, solteirão, porém baixinho.

Mas a "grande" novidade na Ceia dos Marega era Rodenilson, um jovem limítrofe, semi-anão, estrábico, gordinho, vinte e poucos anos, mas portador de maravilhosos genes para afinação das cordas vocais, usados para o mal. O Sr. Nelson colocou um videoké bem no meio do páteo e só dava o Loompa-loompa no microfone. Ele cantava apenas músicas sertanejas, e dentro do item sertanejas, só as mais de corno. Conseguiu notas excelentes por parte do aparelho de videokê e bocejos por parte dos convidados.

Já era quase uma e meia da manhã quando alguém teve a genial idéia de ir pra porra da festa na penitenciária. Chegando ao local, fomos revistados minuciosamente por uma equipe de seguranças do FBI. A technera rolando solta e ecoando junto com um show de luzes vindas do salão, que segundo o Fer teria capacidade "pra umas mil pessoas". Logo imaginei uma fuga de presos, a interação deles com as patricinhas-country, pessoas dançando alucinadas com bolas de ferro no pé.

Subimos uma ornamental escada e finalmente chegamos ao salão principal do clube. Realmente enorme para as... CINCO pessoas já presentes, todas da organização do evento. O prejuízo latente impedia que aqueles cinco destemidos idiotas conseguisse ao menos sorrir com a nossa presença.

Não havia a mínima possibilidade de dançar naquele lugar sem estar um pouco mais alcoolizado. E foi no bar que eu percebi o motivo do não-sorriso dos agroplaybas. Incontáveis caixas de cerveja tomavam conta de uma parede inteira atrás do balcão do "bar". Bebi. Bebi. Bebi mais um pouco tentando ajudar os caras a não terem tanto prejuízo. Era deprimente.

Sentamos naquelas mesas de boteco, de plástico branco, enquanto ouvíamos o som do DJ ecoar pela cidade. Não preciso dizer que a gente não ficou mais de meia hora na "festa". Mas teveum fato que contribuiu violentamente para que a decisão da nossa arrevoada fosse antecipada.

Quando estávamos sentados na mesinha, chegaram umas cinco moças. Educadamente, elas cumprimentaram todos os presentes, conhecidos ou não. Mas o excesso de extroversão das meninas causou um certa irritação na ala feminina do nosso grupo. Só porque elas chegavam desejando um Feliz Natal e muita paz no coração da gente e, nessa hora, elas passavam a mão no peito de nós, rapazes. Namoradas e irmãs fuzilaram as coitadinhas instantaneamente.

O peito dos perus de Natal virou galeto e voltamos pra Lapônia como renas adestradas.

11.2.04

NUNTOIM TENDENNNDO

Colocar uma página no ar é uma das coisas mais simples do mundo para quem tem acesso à internet. Que essa página tenha sentido, já é outra história. Meu amigo Rednuht coletou alguns links interessantes e montou uma enquete para ver qual era o site mais sem propósito do mundo. Recomendo uma visita a todos.

www.pudim.com.br
www.zombo.com
www.wtfomg.com
www.something.com
www.bitchmakemeasandwich.com
www.yourethemannowdog.com

4.2.04

EDUCADAMENTE, UMA CADELA

Vizinhos possuidores de seres caninos carentes (para ser polido na caracterização) merecem um post à parte.
Minha vizinha de cima viaja durante quase todos os finais de semana, deixando sozinho seu cachorro que passa a latir ininterruptamente. Ele acabou se tornando praticamente o Che Guevara dos mundo dos cães. A partir do latido dele, todos os cães do bairro disparam a latir, cantar, declamar poemas e músicas de protesto.

Mas o revolucionário de quatro patas teve seu dia de cão quando eu o vi pessoalmente e descobri seu verdadeiro nome. Era uma manhã chuvosa de domingo, eu entro no elevador e me deparo com a dupla, cadela e cão. Educadamente, eu os cumprimento. A cadela aproveita a abertura pra puxar papo:
- Oi, você mora aqui no 121, né? O Kevin não incomoda MUITO, né?

Educadamente, eu não respondo. Apenas sorrio, pensativo. Então seu nome é "Kevin"... Isso poderia me remeter a vários Kevins: o Arnold de Anos Incríveis, o Bacon de Footloose, o Spacey dos Suspeitos. Mas não, a única imagem que me veio à mente era do Macauley Calkin, esquecido pela família, mas não por mim, nem pela mídia, graças à sua amizade com um famoso suspeito de pederastia.

Uma mistura de Michael Jackson e Guarda Belo tomou conta de mim e eu comecei a bater meu Guarda-chuva Cacetete Empalator Tabajara na outra mão. Silenciosamente, cadela e cão deslizaram pela parede, rumo ao canto oposto do elevador. Ao chegar no térreo, inexplicavelmente, eles sairam sem se despedir.

28.1.04

Palíndromos


PALÍNDROMOS

Eu sou um entusiasta dos palíndromos, aquelas palavras ou frases que se lidas de trás pra frente continuam iguais.

Nomes
Ana
Ada
Oto
Mussum*
Renner

Palavras
Radar
Osso
Ovo
Mirim
Reviver*

Expressões
A torre da derrota
Luz azul
Ódio do doido
O casaco
O dedo
O céu sueco
Tucano na CUT*
A torre da derrota.
Só tapas e sapatos
Rir, o breve verbo rir
Laço bacana para panaca boçal

Frases
Roma é amor.
O mito é ótimo.
A grama é amarga.
Eva, asse essa ave.
A mala nada na lama.
A base do teto desaba.
Saíram o tio e oito Marias.
Anotaram a data da maratona.
Morram, após a sopa marrom!*
I was stressed, desserts saw I.
Olé! Maracujá, caju, caramelo
A Rita, sobre vovô, verbos atira.
A droga do dote é todo da gorda.
Zé de Lima: Rua Laura, mil e dez.
O caso da droga da gorda do saco.
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos.
Seco de raiva, coloco no colo caviar e doces.
Acinte animal: aos sopapos, soa lâmina étnica
Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem!
O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro.
Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na moda da Romana: anil é cor azul.


Tente construir seus próprios palíndromos neste site.

14.1.04

ALMOÇO COM AS ESTRELAS

Só deixei o título aí pra ficar mais fácil de não esquecer o esquema da história. É sobre jornalistas, política e falta de peito pra falar a verdade. Depois eu desenvolvo.

29.12.03

SCHUMA KEY

Adotamos outro filho. Não é um beta, como os finados Leny e Pisci Webo (que Deus os tenha). Ele é da raça Schuma. Seja lá o que isso signifique, é outra das poucas raças de peixes que podem viver em aquários SEM bomba de ar.

Só que agora estamos enfrentando um dilema: decidir seu nome. Se este fosse um blog decente, isso seria uma enquete/fórum/etc. Como não é, envie seu voto ou sua sugestão de nome para flaricci@hotmail.com ou mperego@uol.com.br.

Seguem os candidatos:
a) Samy (Samy Jenkins, de Amnésia)
b) Léo (Léo, Léo, com suas pinturas...)
c) Eusébio (maior craque da história do futebol português)
d) Moby (músico)
e) Pequeno Stuart Little (mascote-propaganda do Bradesco)

As votações encerram-se hoje à noite, ou seja, agradecemos sua ligação, sua opinião é muito importante pra nós, mas não a levaremos em consideração, obrigado.

23.12.03

VONTADE É ALGO QUE DÁ E PASSA
(ditado meio gay, né?)

Estou com vontade de comer pastel de Bertioga.
Estou com vontade de encher a cara de álcool e drogas.
Estou com vontade de sentar na minha confortável chaise longue, pegar um scotch on the rocks, pegar o controle remoto do meu aparelho de som Bang&Olufsen e ouvir um bom... funk carioca.

12.12.03

NOTÍCIAS RETIRADAS DO SITE PADARIA MODERNA (?!)

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Duas Rodas agita Dia Nacional do Sorvete (22/09 09:49)
A Duas Rodas Industrial, produtora de aromas e produtos para sorvetes realiza uma grande festa para comemorar o Dia Nacional do Sorvete, amanhã, dia 23 de setembro, em Jaraguá do Sul, SC, onde está sediada a empresa. Em parceria com as indústrias de sorvetes da cidade, a Duas Rodas fará uma doação de 25.000 unidades entre sorvetes e picolés aos alunos da pré-escola à oitava série do município. O objetivo é movimentar todas as sorveterias de Jaraguá do Sul para a distribuição aos alunos. As sorveterias adotarão uma decoração diferenciada e faixas. Essa é uma maneira atrativa de popularizar esse dia e aumentar o consumo de sorvete. "O sorvete ainda é um alimento de consumo por impulso, que precisa ser divulgado e estar muito em evidência”, afirma Eloy Luchtenberg, gerente de vendas de produtos para sorvetes da Duas Rodas. (mais detalhes)
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Duas Rodas lança picolé diferenciado (24/11 12:09)
A Duas Rodas Industrial está lançando no mercado brasileiro e latino americano o Gelé, um picolé diferenciado, que não derrete da mesma forma que os outros picolés tradicionais, formando uma consistência gelatinosa. Mais de um ano de pesquisas resultou no produto diferenciado, que agrega sabor e resistência ao calor. O lançamento oficial do produto aconteceu numa feira especializada do setor, em Buenos Aires, Argentina.
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28.11.03

INTERNERD

Não consigo ficar mais um dia sem visitar esses sites:

AlQaeda Portugal - http://www.al-qaeda-pt.blogspot.com
Daltony, o mito - http://www.daltony.com.br
Fãs de Daltony - http://www.daltony.hpg.com.br
Nei Loja - http://www.neiloja.com.br

20.11.03

MELHORES MÚSICAS DO MUNDO (nesta tarde)

Banditismo - CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI
Comissioning a symphony in C- CAKE
O vencedor - LOS HERMANOS

19.11.03

GUARDA-CHUVA JEDI

Meu amigo Rednuht postou no site dele uma interessante crônica a respeito dos guarda-chuvas e a parca ergonomia de seus cabos. Foi o estalo para mais uma...

Idéia de marketing para investidores sem idéias

GUARDA-CHUVA/SABRE DE LUZ
O cabo é pesado, mas compensa porque, desligado, não ocupa muito espaço. Ligado, um campo magnético colorido, óbvio, se forma em volta do invejado consumidor moderno que adquirir essa merda.

18.11.03

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!

Algumas conclusões sobre os e-mails recebidos na última semana:

1. Os sites de comércio eletrônico gostam mais de mim que meus amigos.

2. Dos meus melhores amigos, o Mercado Livre é o que mais gosta de mim (quatro exclamações)

3. Saraiva só cumprimentou por educação.

4. A Fnac está com saudades, mas o Submarino sim é amigo até debaixo d'água.

17.11.03

O QUE É PIOR?

a) Estrear sua calça nova em um romântico almoço a dois e o garçom derrubar 98% do suco de laranja no seu colo.

b) Descobrir que seu pai colocou o canal de filmes de sacanagem na TV a cabo um mês depois que você resolveu sair de casa.

c) Assistir ao DVD do Clube da Luta toda 2ª feira antes de ir trabalhar como parte de um programa de automotivação pra largar o emprego.

e) Ir a um restaurante na puta-que-o-pariu que te dá uma refeição grátis porque é a semana do seu aniversário e, chegando lá, a birosca está excepcionalmente fechada aquela noite.

f) Tentar salvar a noite indo ao ressucitado Subway da Rua Augusta e a birosqueta fechar dez minutos antes de você chegar.

e) Ser corintiano nestes últimos tempos.

14.11.03

SOCORRO!

A "banda" Charlie Brown Jr. planeja lançar um filme. Confira aqui.

Só falta esse Chorão se candidatar a presidente.

Daí, ele ganha e diz que não é pra reclamar porque a idéia foi minha - tipo o Jeffrey Goines (Brad Pitt, em Exército dos 12 Macacos) tentando convencer o James Cole (Bruce Willis) que este último é que tinha dado a idéia de criar e disseminar um vírus letal.

13.11.03

DOIS CASAMENTOS E UM SONRISAL

A idade de acasalamento dura quase 20 anos. Cada ano tem 52 fins de semana. Esses números me deixavam tranqüilo.

A família da Michelle - sangue 70% italiano, 20% espanhol e 10% álcool - tem 9 primos em idade fértil. Você acredita que 4 deles resolveram se casar este ano? Na real, foram 5, contando a Michelle, que terminantemente se nega a oficializar nosso enlace.

A grande merda é que o último dos 4 casamentos da família dela este ano foi marcado para exatamente o mesmo dia do casamento de um diretor de arte que trabalha comigo aqui na firrrrma. As cerimônias tinham uma diferença de horário de uma hora. Correria? Detalhe: a igreja do meu colega era em Guarulhos; a da prima da Michelle, em São Caetano.

Na noite anterior eu tinha me estragado em um festa do mercado publicitário com uiscão na faixa. Acordei ainda bêbado e ignorei as bricolagens que deveria fazer no apê fim-de-reforma. Coloquei meu melhor terno (o único), meu melhor sapato (o único) e minha melhor gravata (a azul). A Michelle trocou de vestido 5 vezes, já maquiada, até se decidir pelo melhor vestimenta. Descemos pra garagem de mochila nas costas, caso fôssemos dormir na casa dos pais dela em Santo André.

Quem nos conhece sabe que senso de direção/localização não é o nosso forte. Munidos de mapas desenhados, guias impressos e uma bússola, acelerei o Kazinho pra Guarulhos. Inacreditavelmente, não errei nenhuma entrada. E olha que tinha que pegar Marginal Tietê, Dutra e Fernão. Chegamos na hora. Ainda deu tempo de comprar uma balinha na farmácia. Vimos a noiva entrar e nos pirulitamos. Tínhamos meia hora para atravessar 3 cidades.

Acertamos o retorno da Fernão na primeira. O rádio avisava que a Marginal estava completamente embucetada. Vamos cortar caminho por dentro. Você conhece o caminho por dentro? Claro que não, mas é só seguir as placas, como diria Silvio Santos. Fui cortando tudo, peguei a Sarah Maluf e me mandei pro ABC. Inacreditavelmente mais uma vez chegamos ao destino sem errar uma curva. E com 3 minutos de antecedência.

A prima da Mi disse sim. O noivo também. Fomos pra festa e pela 4ª vez somente este ano, pude presenciar os mesmos convidados, as mesmas piadas, as mesmas fotos. Só eu que não era o mesmo. Não conseguia pensar em tomar alguma coisa alcoólica aquela noite. Todos meus neoparentes me perguntavam se eu estava bem. Com mais um copo d'água nas mãos, eu respondi que sim, estava tudo ótimo. O DJ ainda não tinha colocado YMCA e feito os tios da Mi tirarem a roupa na pista.

6.11.03

MATRIX 3

Revolutions, uma ova. É uma boa fita para programas de incentivo para equipes de vendas. Ou para times de futebol à beira do rebaixamento. Tem aquele lance de união, de lutar por um objetivo, de "Você conseguiu - Não, nós conseguimos" e tudo mais.

Vi a parada ontem, dia da estréia mundial. Tinha só um cara de sobretudo. Na estréia do Reloaded eram 4, todos de óculos escuros. Mas vamos ao filme.

As lutas são boas, não ótimas. Os efeitos especiais são muito bons, como nos anteriores. O discreto decote da Monica Belucci denuncia que falta mulher pelada neste episódio. Mas, pelo menos, não teve aquela rave stomp das cavernas, deplorável. Os diálogos são horríveis, assim como o estado físico da Trinity, ou Trin - aquele negócio de cortar unha. Analogia barata: os irmãos Wachowski deixaram algumas cutículas na trilogia.

3.11.03

BIZARRO

Fui assinante da Trip por alguns anos. Depois de uma reformulação na redação, a revista caiu bastante e eu cancelei minha assinatura. Mas continuo comprando-a esporadicamente quando alguma matéria/mulher pelada me chama a atenção.

Semana passada, fui dar uma olhada na banca com uma colega diretora de arte. Folheava a Trip de outubro, quando me surpreendi e soltei um "Caraca, eu conheço essa figura!". A Grace ficou achando que, mais uma vez, eu compraria a revista por causa de mulher pelada. E não acreditou quando eu mostrei pra ela uma matéria sobre o último campeão mundial de Ioiô (categoria Counter Weight Freehand), que era meu amigo de escola.

Rafael Matsunaga sempre foi meio esquisito. Baixinho, japonês, calmo, inteligente pra caralho. A gente estudou junto da 1ª à 6ª série, no Ofélia Fonseca. Depois eu mudei de colégio, mas a gente manteve contato fazendo judô no SESC, com o sensei Douglas Vieira (medalha de prata no Panamericano de Atlanta/84).

Eu ainda estudei japonês com o irmão mais novo dele. E voltava de carona com a mãe deles, num Monza vermelho, um clássico.

Pesquisando na internet, descobri que além de ser o presidente da Associação Brasileira de Ioiô, ele edita um site maneiro que só.

30.10.03

OS MELHORES ADESIVOS PARA CARRO

É Fusca, mas é meu.

O barato é louco, o processo é lento.
Meu outro carro é uma Mercedes com motorista.
É Deus no céu e nóis no Corcel.
Tem um corno me olhando.


E OS QUE JÁ VIRARAM CHAVÃO:
Bebê a bordo.
Nem me viu.
Só diretoria.
Deus é fiel.
Sou feliz por ser católico.
Quer emagrecer, pergunte-me como.
Eu tenho vergonha dos vereadores de São Paulo.
Mulheres são líderes naturais. Você está seguindo uma.
Rastreado por povinho e olho gordo.
(foto do próprio cachorro)
(passagens da bíblia em fundo azul)

27.10.03

O DIA EM QUE EU CHAMEI A LUCIANA GIMENEZ DE VACA

E ela sorriu. Não sei se por fineza ou porque não ouviu direito. O que você acha?

Tarde nublada. Estávamos eu, meu dupla e meu chefe no quiosque do café no pátio da firma (chamar aquilo de boulevard é muita viadagem). Filosofávamos sobre assuntos diversos, quando surge uma mulher que, de longe, já chamava a atenção. Nos calamos para acompanhar com exclusividade o doce balanço de tanta sensualidade. Ela saía da lanchonete acompanhada por 2 jornalistas. à medida que ela foi chegando mais perto, deu pra reconhecer. Em alguns segundos, Luciana Gimenez passaria a poucos metros de nós.

Me deu um estalo e eu quebrei o silêncio, gritando baixinho (se isso é possível):

- Sua vaaaaaaca!

Silêncio total. Das plantas do jardim ao visor da caixa registradora, todo mundo que estava ali foi conferir a reação dela. Ela continuou andando. Câmera lenta. Um passo, dois passos, tr... OLHOU! E sorriu. Aí, todo mundo virou pra mim.

E eu "continuei contando minha história":
- Daí ela chegou pra cara e falou "vaca é a sua a mãe"...

Meu dupla, meu chefe, as plantas, ninguém entendeu nada. Inclusive ela, pra não perder o costume.

20.10.03

NORMAL

Um adolescente passar as estimulantes aulas de trigonometria desenhando com caneta bic no caderno é normal. Um cara de trinta e poucos anos fazer isso profissionalmente não é normal.

O talento do cara também não é normal. Fábio Cortez é um ilustrador carioca que acabou de mostrar o portifa aqui pra galera. O cara tem dentro de si um exército de chineses montadores de dominó.

Seu instrumento de trabalho é a mesma caneta que você vê aí dentro desse copo que está do lado do computador. O papel é o mais basicão: sulfite branco. O resultado é uma textura fodida de tão detalhista. Ele também faz caricaturas, sensacionais. Resumindo, o cara é um anormal.

Algumas agências já se tocaram disso. Para quem se interessar: (21) 2551-1564.

13.10.03

ADOTAMOS

Acho que foi o maior ato de amor de toda a minha vida.

Há muito tempo a gente queria. A Michelle diz que agora a vida do casal está completa. É difícil não sorrir ao ver aquela coisinha linda. Ela é bem vermelhona, tem uma boca pequenininha e dois olhões hipnotizantes. Chama Pisci Webo.

Desde a morte do nosso primeiro filho, a gente sentia um vazio quando passava pela sala e não era surpreendido por nenhum movimento brusco do Leny dentro do aquário.

Diz a lenda que de filho a gente gosta tudo igual.

9.10.03

É O TCHARLIE

Sabe quando o vocalista não tem o que fazer após um refrão e grita o nome da banda? Tipo um "Tcha~an" (um não, vários, em seqüência), ou aquela lôca que fala "Mastruz com leite" entre os sólos de sanfona.

Ok, é um comportamento deplorável, auto-afirmativo e repugnante. Mas enquanto se limitava a bandas de axé e forró, tava beleza. O grande problema é que isso já se impregnou, como um peido fedido, no nosso rock'n'roll.

O autor deste flacto musical foi o modesto e simpático líder da banda Charlie Brown Jr. Confesso que comprei (ouvi e até achava legal) o álbum de estréia deles. Mas agora não suporto mais nunhuma música cantada pelo Chorão. Todas têm o filho da puta gritando "Charlie Braaaaaaaum", em seqüência, exatamente como o Compadre Washington. Repare. E pare. De ouvir esse idiota.

8.10.03

O PINTOR

Jurandir não era de mentir. Era de sorrir.

Trabalhava cantando, de manhãzinha até a hora de partir. O preço combinado pro serviço lá em casa era o mínino que ele podia admitir. Mas não era isso que o impedia de dormir. A banca de frutas que sua mulher tinha na calçada da Avenida Paulista estava pra falir.

Ela não queria desistir. Ele preferia não discutir. O fim dessa história ainda está por vir. Amanhã eu coleto mais material pra redigir.

3.10.03

EXAME DE URINA 24h

Vexaminoso, irritante, constrangedor, humilhante, vergonhoso.

Como atravessar o andar inteiro, com naturalidade, até o banheiro, carregando uma garrafa parcialmente cheia de mijo?

24.9.03

DOR DE ESTÔMAGO

Será que só eu penso antes de escrever?
Será que só eu gosto de conversar com meu avô?
Será que só eu tiro catota do nariz e dou peteleco?
Será que só eu não tenho vontade de trair?
Será que só eu fui preconceituoso com os Los Hermanos?
Será que só eu penso que só eu faço as coisas?

19.9.03

REUNIÃO DE CONDOMÍNIO

Presentes: 18 condôminos
Média de idade: uns 120 anos
Nível de ruído: 200 decibéis
1º item da pauta: eleição de síndico.
Meu voto: "Me abstenho". 17 caras de interrogação viraram pra trás. Pô, eram 2 candidatos que nem apresentaram suas propostas. Fiquei na minha.
Outros itens: regras para utilização do salão de festas, reforma do elevador, aumento do valor da mensalidade, dedo no olho, gritaria, preconceito, 8 cigarros acessos ao mesmo tempo, 3 horas de reunião.
Achei divertido, mas acho que foi minha primeira e última.

18.9.03

BANANA

Eu não tenho vergonha de assumir que "eu gosto de uma banana", no sentido gastronômico, claro. E quem me fez tomar gosto pela dita cuja foi... meu avô. Além manter vivas outras tradições familiares, como sua coleção secreta de revistas de mulher pelada, meu avô me ensinou a comer banana em três partes (é sensacional!).

Bom, a gota d'água para este post foi o lançamento do CD "Bananas" do Deep Purple, uma banda que eu só recomendo para quem é bananão mesmo: aqueles roqueiros congelados no tempo, cabeludos e carecas ao mesmo tempo, que usam óculos Ray-Ban do Chip's, tênis All Star e calça jeans apertada e desbotada.

Porém a referência bananal mais importante da minha vida talvez seja o filme "Banana Joe", com Bud Spencer (sem Terence Hill). Bud Spencer era aquele troglodita barbudo que sempre tirava das encrencas o mocinho loiro e atrapalhado (Terence Hill). Como os Trapalhões, eles se separaram e sozinhos não alcançaram um zilésimo do sucesso mundial que tinham como dupla nos famosos filmes de bang-bang à italiana.

As melhores cenas de Bud Spencer eram invariavelmente as de luta. Seu melhor golpe: o soco de mão fachada, como um martelo, na cabeça dos bandidos baixinhos. Em "Banana Joe", ele aplicava tal golpe com as duas mãos juntas, segurando bananas (!?). Porém o melhor do filme é o ditado que ele não pára de repetir: "Uma banana por dia, alimentação sadia". O argumento da película é uma piada: Joe é um piloto de avião que cai em uma ilha isolada do mundo e cujo povoado subsiste à base de banana. Depois de virar ídolo local, se não me falha a memória (que ironia), Joe inventa uma fórmula para fazer o avião funcionar com banana como combustível.

Pizza de banana, banana amassada com canela, vitamina de banana, banana menina, Carmem Miranda e capas de discos do Velvet Underground são motivos para outro post.

29.8.03

FESTA ZEN

Zen nozão, que fique claro. Sexta-feira de outono, mudança de lua, a Michelle me concede um habeas corpus porque naquela noite ela iria à despedida de solteira de uma amiga do colegial na Jive. Invoco todos os orixás para me lembrar que somos um casal moderno, que não é pra ter ciúmes, que é pra relaxar e ir também pra balada com os amigos.

O fiel cavaleiro Fausto Edmundo se apresenta trazendo um cálice de esperança para aquela noite. Uma festa zen perto do Hotel Unique, no final da Brigadeiro. Dica da recepcionista da firrrrma dele.

Chegando lá, um sobrado normal sem iluminação neon/prata de balada, nem balaústres ou incensos de eventos indo-orientais. Somente um segurança negro, 4x4, de terno e gravata, sério: "Bem-vindo ao Espaço Tantra". Contive a risada e entrei na parada.

Lá dentro, um balcão. E atrás, um jovem de cabelo microfone (tipo Black Power) com um bloco de comandas e uma caneta nas mãos. Ele fez as perguntas básicas de comanda de balada: nome, telefone, aniversário e... signo (?). O Microfone nem olhou para minha cara de espanto e já emendou: "Os sapatos, por favor. Deixe as impurezas da rua aqui na entrada, nessa estante". Olhei pro Negão 4x4. Ele apenas levantou as sobrancelhas. Achei melhor não desapontá-lo.

Mais pessoas entram no "lobby" da balada. Apesar da fila considerável que se formava, o Microfone continua explicando, em ritmo de tartaruga com cãimbra, como funcionava a filosofia daquele espaço. Entrei sem saber o final da história.

Bom, lá dentro, uma seqüência de bizarrices: uma sala com pufes, almofadas e uma TV que só passava filmes do Kubrick, outra sala em que um japonês meditava sem camisa ao som de... tecno (não era lounge, era pauleira mesmo), um gongo (sim, eu não resisti e gonguei forrrte. Veio uma mina falar um monte, que era um desrespeito, que não podia, foda-se, gonguei ela também), um espaço para atos teatrais (deixa eu reservar um parágrafo só pra falar disso).

Uns miguelitos começaram a circular pela festa inteira falando que em 5 minutos começaria um ato no andar de cima. A galera foi subindo e o tal espaço era uma sala com telas de mosquiteiro dependuradas bem no meio. Iluminação tosca, daquelas lâmpadas coloridas vermelhas e amarelas. Silêncio mórbido (até a hora do gongo). Quando a sala já estava praticamente cheia, me aparecem dois caras e duas minas, eles sem camisa e elas com uns colãs cor da pele. Eles centram em cena rastejando e assim permaneceram por 10 minutos, sibilando "Vem por aquiiiiiiiiiii, vem por aquiiiiiiii...." como serpentes tentando seduzir a platéia de Adãos e Evas. Mas aquilo estava bem longe de ser o paraíso. Eu já não agüentava mais tanto "Vem por aquiiiiii" até que uma das minas de colã se levantou e disse "Eu vou por ali!".(...) Acende-se as luzes, as pessoas estavam achando o máximo e começaram a aplaudir furiosamente. Furiosamente eu procurava o bastão do gongo, mas a mina da bronca deve ter escondido a parada.

Eu já tinha tomado algumas brejas e fui dar uma mijada. Qual não foi minha surpresa ao encontrar, descalço, um banheiro levemente alagado. Precisava ser macho. Macho pra mijar assim mesmo. Ou macho pra descolar um jardinzinho e se aliviar na frente de todo mundo. Ou macho pra conseguir segurar a onda até ir embora. Mijei assim mesmo.

Já eram altas horas e, pôrra, festa hippie-zen e ninguém queimando unzinho. Foi quando eu avistei um grupo de pessoas vindas diretamente dos anos 80. Santos sobretudos, santos óculos escuros. Colei. Eles estavam comentando que não tinham se identificado com nenhum ambiente do local, que cada um não se encontrava lá dentro. Dei um pega e disse que talvez o próprio lugar ainda não tivesse se encontrado, que não tinha um estilo definido. Noooooossa, os 80's adoraram, me chamaram de gênio, me pagaram brejas. Mas antes que o Morrisey chegasse mais perto, eu achei melhor dar um rolê.

Fui direto pra frente de um computador que tinha uma programação de mp3 rolando o som da festa. Canabis sativa na cabeça ativa, lá fui eu meter o bedelho na parada. Foi quando o japa que meditava sem camisa me advertiu em alguma linguagem arcaica. Logo depois eu vi ele conversando com o Negão e senti que era hora de me pirulitar. Respirei fundo, e fui tentar recuperar meu tênis e meu senso de ridículo. O tênis eu consegui.

1.8.03

NOMES IDIOTAS

Quase coloco SEM TÍTULO como título deste post. Mas já que é pra espinafrar, vou pôr o pior.

Você já deve ter se deparado com sorveterias, papelarias, restaurantes e outras microempresas de varejo cujos proprietários tiveram a feliz idéia de batizar seus estabelecimentos como SEM NOME. Nada demais, nos anos 80. Mas a cultura pop tratou de usar e abusar até o talo desta expressão

Disco Novo - de Kiko Zambianchi

Bistrô Bistrot - nos Jardins

17.7.03

VÍCIOS DE LINGUAGEM

Enfim, utilizar esta palavra sem ter elencado nada antes já se tornou o mais novo vício de linguagem das altas rodas pseudo-intelecto-sócio-econômicas. Para dar consistência ao seu comentário/argumentação, você não precisa pensar muito no assunto, basta soltar um enfim e dizer a baboseira que quiser.

Observar os vícios de linguagem (dos outros) é uma tarefa que eu cumpro involuntariamente. Outro dia, presenciei uma colega de firrrma falar 3 vezes em cinco minutos blablablá, literalmente.

Alíás, literalmente é outra palavra que virou vício de linguagem. Só que empregada como adjunto adverbial de intensidade, função já exercida por expressões como com certeza e, mais recentemente, total.

Na verdade, o fato que me motivou a escrever sobre isso é o costume patológico do meu chefe de usar a expressão na verdade. São duas, às vezes até três vezes na mesma frase. É horripilante. Ele quase nunca se refere a algum significado oculto ou a uma grande descoberta. Uma análise semiótica superficial nos diria que o personagem, na verdade, têm uma necessidade de mostrar credibilidade, que somente o que ele fala é digno de se acreditar.

Bom, eu sei que, no caso, isso não tem nada a ver, mas outro vício filho-da-puta é falar no caso. Não vou nem citar o gerundismo (ou segundo os estudiosos, futuro do gerúndio contínuo - o tempo verbal dissseminado pelos tradutores de manuais para operadores de telemarketing) porque estar criticando isso já virou carne-de-vaca.

15.7.03

REFORMA DA PREVIDÊNCIA EXPRESS

Aproveitando que algumas categorias profissionais, como juízes e militares, estão pedindo privilégios na reforma previdenciária, levanto aqui a bandeira de luta por uma classe que merece talvez muito mais do que estas já citadas esses benefícios:
OS MOTOBOYS
Eles arriscam suas vidas todos os dias (como os militares de escritório)
Eles têm seu linguajar próprio (como os magistrados)
Eles são destemidos e temidos no Distrito Federal e nos Distritos Policiais
TRAZ A CAÇAMBA!

Eu me julgava um rapaz honesto, justo, trabalhador. Mas, depois deste fim de semana, eu não tenho mais moral comigo mesmo. A história é a seguinte:

Quando você faz uma obra ou reforma, normalmente precisa de uma caçamba para recolher o entulho da obra ou reforma. O prazo padrão de permanência da caçamba é de uma semana. OK.

Como você deve saber, eu estou fazendo uma obra ou reforma no apê da Joaquim Antunes. Logo, contratei uma caçamba por uma semana. Paguei. Enchi a caçamba de entulho. E ela se foi, com a música do Hulk ao fundo.

Mas o que os comunicativos pedreiros - Levino, Raimundo e Givanildo, conhecido como Jair - não me comunicaram era que ainda teríamos mais entulho após aquela semana. Achei que seria um ou outro azulejo (ajulezo, no linguajar deles). Coisa de colocar num saco e jogar no lixo.

Só que o um azulejo ou outro lotaram quatro sacos de farinha de padaria, daqueles de 40 kg. Eu não estava a fim de gastar quase MNG$ 100 para pedir uma nova caçamba.

Foi aí que minha mente maquiavélica e gérsica resolveu levar vantagem em cima da situação. Convenci a Michelle que seria muito mais prático colocar os sacos no carro e achar alguma caçamba pelo bairro que comportasse um "complemento não sujeito a custo". Um exame detalhado nas cercanias do apê nos demoveu desta idéia. Todas as caçambas ficavam na frente de prédios, o que tornaria provável a interferência de um zelador, porteiro ou coisa que o valha cutucando meu ombro enquanto eu tentasse elevar os sacos ao nível da caçamba.

Nossa busca se estendeu por toda a cidade até acharmos uma que ficasse junto a terreno baldio ou comercial. Achamos. Do lado do Cemitério da Consolação. Nem preciso dizer que o silêncio era mórbido, o vento estava de arrepiar a alma. Joguei e me pirulitei. Desculpa, Mussum.

8.7.03

PITTY WEBO

Desculpem a ausência durante todo o mês de junho. Estive ocupadíssimo. Em Aruba, eles têm o terrível costume de ensinar os alunos a preparar drinks fazendo os alunos esvaziarem cada copo recém-preparado.

Brincadeirinha.

Na verdade, eu virei evangélico e vou parar de mexer com essas coisas de internet.

Na verdade, na verdade, eu casei.

Calma.

É bizarro, prepare-se:
A família da Michelle costuma fazer uma festa junina (? - em julho) num sítio com todos os itens típicos de uma festa junina. Apesar de preferir fazer o papel de padre, decidiram que eu seria o noivo. Vim, vi e venci; digo; fui, fiz e me fodi.

OK, mas o que a Pitty Webo tem a ver com isso? Nada. Apenas achei o "nome" legal e resolvi batizar este post com o nome dela.

30.5.03

CARDÁPIO

Bar e Lanches Bariloches apresenta seu cardápio musical:
X-got it
X-drivin' me crazy
X-like the wind
X-leavin' home

23.5.03

MELHORES MÚSICAS DO MUNDO (nesta tarde)

The lost art of keeping a secret - QUEENS OF THE STONE AGE
World of two - CAKE

12.5.03

PASTEL DE SHITAKE

Mais uma da série "Oportunidades de Negócio com o Gênio do Marketing Flávio Ricci":

Ultimamente fui acometido de uma séria dependência química de pratos à base de shitake (xitaque, em japonês). Por causo diss, a Michelle aprendeu, em regime de escravidão, a fazer receitas com essas curiosas casinhas dos smurfs, lindas e deliciosas, mas que não passam de fungos.

Não, seu Silvio, ainda não tivemos oportunidade de pôr em prática nenhuma receita. (Note a conjugação noa 1ª pessoa do plural quando do uso de verbos de ação, e no singular quando de pensação). Mas o efeito psicodélico sempre está presente nas refeições em que o principal atração tem este ingrediente (pizza, risoto, fetuccine, sopa, tijolo, mistura para concreto, gase cirúrgica, pastel, balaio de gatos, monitor de 17 polegadas... opa-opa, calma lá. Leitor atento, você reparou que eu sorrateiramente infiltrei entre estas besteiras aleatórias uma sensacional idéia para produto de alto consumo para o mercado alimentício.

Se ninguém comprar a idéia, tudo bem. Fica sendo o aperitivo oficial do restaurante de miojo.

22.4.03

BOICOTE CULTURAL

Venho tentando, há algumas semanas, não prestigiar a indústria cultural dos EUA. O motivo eu esclareço num próximo blog. Tem sido uma dura empreitada. Na prática, estou evitando tudo que vai no piloto automático. Por exemplo: séries da TV a cabo. Comecei a acompanhar a segunda temporada de 24 horas, mas apesar de ser inovadora no formato, conceitualmente ela é representante da pior escória do nacionalismo "anti-terrorista" norte-americano. Em sitcoms, tipo Friends, o que pode ser pior para a diversidade cultural do que o humor baseado no preconceito contra Saddams, Ossamas (ler com sotaque de americano burro) e todo e qualquer tipo de muçulmano.

10.4.03

EU SOU UM PONTA-DIREITA NO CORPO DE UM REDATOR

É pura elucubração. Quando não há nenhum problema de instância urgente ocupando meu raciocínio abstrato, eu faço caminhos habituais (tipo da minha baia ao banheiro do trampo) como se estivesse conduzindo a bola rumo à meta.

No caminho citado há um longo corredor. Eu não contenho minha explosão física e disparo como um Cafu ou Roberto Carlos até a linha de fundo. A seqüência da jogada, que empolga milhões de espectadores imaginários, é a mistura de cruzamento e break (bréque, no bom futebolês) na virada do corredor. Outro dia eu dei um elástico na entrada do banheiro. Acho que ninguém viu.

Isso já é uma história antiga na minha vida. Primeiro tenho que confessar que eu jogava bola em casa. Sozinho. Sim, sou criança de prédio. Pegava uma bola de meia (pra não apanhar da minha mãe se quebrasse alguma coisa) e driblava cadeiras, dava peixinhos no sofá da sala, escorregava pela cozinha. Era simplesmente um tesão disparar pelo corredor e acertar 10 entre 10 tentativas de cruzar a bola pela porta do quarto. Com a canhota.

Eu me divertia no meu mundo imaginário.

9.4.03

SINTA-SE EM CASA

Agora posso dizer isso de boca e coração bem abertos.
Acabamos de fechar negócio em um apezinho em Pinheiros.
"Na verdade", esta empreitada teve um mecenas, Sr. Claudio Niwcles.
Além de realizar o sonho da casa própria, meu pai revelou-se um exímio negociador.
Tenho motivos pra ser-lhe eternamente grato, apesar de não precisar de motivos para isso.
Peço desculpas antecipadas pela falta de tempo a que eu e Michelle seremos submetidos nas próximas semanas.
Quem já reformou, sabe do que estou falando.
Estou trifeliz. :-D

4.4.03

[PONTUAÇÕES]

Já faz a maior cara que eu queria expressar meus sentimentos sobre textos repletos de exclamações. Mas me senti aliviado quando li isso aqui em um blog:

"ponto final é mais sincero q reticências pq as reticências têm muitas faces...
quando eu uso reticências eu posso estar expressando alegria, sarcasmo, cinismo, tristeza, vazio... liberdade, emoção, apatia,e até mesmo idéias contrárias à frase q a antecede.
ponto final não. ele expressa apenas o q a frase queria expressar... é preto e branco. nada mais sincero q preto e branco.
ah, e é dolorido sim.
exclamação além de ser cínico, me enjoa...
aqueles textos repletos de exclamações para todos os lados me dão falta de ar... parece q a pessoa esta gritando comigo. (e como sou eu quem esta lendo a manifestação exagerada dela, parece q eu estou gritando comigo... e até perco o fôlego mental.)"

A parte sobre o ponto final parece meio babaca, uma simples introdução. Mas é uma definição poética, mais importante do que o clichê de achar idiota textos cheios de pontos de exclamação. Sincero e doloroso (não dolorido), me senti um ponto final.

24.3.03

IDÉIAS

Algumas não merecem ser chamada de idéias. Outras merecem ser promovidas a projetos. Os projetos normalmente se limitam a 4. Sério. Uma pessoa não consegue ter mais do que 4 projetos concomitantes. Se tiver mais que 4, ainda são idéias.) Loco esse negócio de fechar algo que você não abriu, né?)

Entro no blog, louco pra postar alguma idéia genial sobre a guerra, a entrega do Oscar, a relação do preço dos imóveis em Pinheiros com a disparada do dólar. Mas fiquei encanado com idéia de fechar o que você não abriu.)

Fim da tarde, eu coloquei no lixo um copo de café e uma pazinha que estavam do lado da sensacional-máquina-de-café no corredor do meu andar aqui da firma. Até parece que eu tenho um andar só para mim.)

A Michelle diz que eu tenho uma facilidade descomunal para me desfocar. Não sei se ela usou a expressão descomunal, normalmente utilizada para descrever a exuberância de outras partes da minha "personalidade".)

Então, retomando o assunto, me senti bem na hora que eu coloquei aqueles coisos no lixo. Bem, na real, não senti porra nenhuma na hora. Foi meio automático. Eu só estava fechando algo que alguém abriu e, com certeza, não iria voltar lá pra fechar.

Eis que volto para o meu lugar e, bocejando (essa merda de café não fez efeito!), sigo a digitar coisas geniais para os jobs mais medíocres da face da Terra. Até que chega um senhor com a boca sangrando. Ele balbucia algo como "Rosebud" e aponta para a sensacional-máquina-de-café. Só que a sensacional-máquina-de-café fica do outro lado do andar. Visão de raio X? É, aquele homem era especial. Ou semiespecial, devido às poças de sangue pelo caminho.

Chegando perto da máquina, ele tira um hominho tipo o ET do Gugu, só que menor) do bolso da camisa. O hominho começa a traduzir o que o senhor falava. Mas eu não dei muita pelota porque fiquei fascinado pelo cabo que prendia o hominho ao bolso do senhor. O hominho parou de falar sacando minha incógnita, se virou e, apontando as próprias costas, disse que era USB e que tinha pra vender na Santa Efigênia.) O senhor "disse que tinha deixado o dente dele dentro de um copo no chão enquanto tinha ido apreciar o pôr-do-sol. É, o senhor era dos meus. Realmente ainda era um magnífico pôr-do-sol.)

Aí que eu me liguei que o senhor, o hominho USB e, pasmem, a sensacional-máquina-de-café não estavam mais lá? Como? vai saber? Aqui estou eu, com a cara toda marcada pelo teclado, piscando e olhando pra tela. Até parece o filme em que os Trapalhões dormem na praia, sonham que ajudam a salvar um planeta e acordam com o jipe cheio de barras de ouro, que eles ganharam no sonho/filme.) Agora deixa eu ir embora correndo conferir se meu Ka está mais pesado.

17.3.03

GENIAL

Como explicar para sua namorada que ela é a coisa mais importante da sua vida? A minha saída foi contar um sonho, mistura de Walt Disney com David Lynch:

Entrei no boteco, me aparece um garçom imenso, azul, de barbicha, vestindo um colete, somente um colete - já que ele não tinha pernas - e uma toalha dependurada no antebraço, perguntando "O que o senhor deseja?". Pensei bem, respirei fundo e pedi .... uma coca-light. Ouvi o inevitável "com gelo e limão, senhor?" como uma maliciosa tentativa de reduzir custos, me arrancando os outros dois desejos. De bate pronto, respondi que queria só a coca-light mesmo.

Quando o gênio trouxe o bebida, me perguntou o que eu iria comer. Não era desse jeito que eu conheceria a mulher que eu amo, né? Solicitei um X-bacon salada, básico. Mas o azulão não era amador: "E para acompanhar?". "Pelo resto da vida?" foi a minha condição. Ele disse que aí poderia demorar. Topei a parada. "Pede pra melhor garçonete que você tiver aí pra me servir o sanduba".

Foi então que surgiu, nua, segurando a bandeja, a pequena pretinha (quando eu digo pequena é porque a Michelle é baixinha meeeesmo) que me acompanha nos piores botecos ou nos melhores filmes da minha vida.

14.3.03

A SINGELA ORIGEM DO APELIDO DE ACM

Francisco Alexandria é um jornalista que escreveu um livro sobre ACM. Aqui ele conta a origem do apelido Toninho Malvadeza.

"Ele foi criado no Campo da Pólvora, um bairro de Salvador. Na infância, adolescência, ele e outros garotos tinham um grupo que ficava no Largo Piedade. Ficavam lá fazendo piadas, xingando as mulheres que passavam. Um dia, passou uma senhora e eles ficaram falando bobagens. A pobre voltou para casa chorando de tão humilhada e foi questionada pelo marido, coronel, sobre o que tinha acontecido. O homem ficou irado. Encheu um caminhão de soldados e prendeu toda a molecada.

Chegando na delegacia, o delegado mandou que cada um dos garotos fosse para uma cela. Toninho foi para a dele e, assim que entrou, todos gritaram: 'Oba! Chegou carne nova pra gente'. Fizeram fila. Todo mundo foi comendo o Toninho. O primeiro comeu, o segundo também. Até que o baixou um espírito humanitário no terceiro, que ponderou: 'Que malvadeza com o garoto. Que malvadeza!'. Mas comeu do mesmo jeito. E o apelido pegou."

Provavelmente é mentira. Mesmo assim, é muito boa.
A MÃO QUE AFAGA...

a) é a mesma que balança o berço?
b) tem um ninho de afagafinhos?
c) não dá ponto sem nó?
d) é a mesma que apedreja?

12.3.03

ANALOGIA ÀS VEZES É BOLA FORA

É inegável o poder que uma analogia tem de facilitar a compreensão de um assunto mais cabuloso para interlocutores menos privilegiados de abstração ou simplesmente para simplificar uma discussão com alguém que não arreda pé no plano original da discórdia.

Comumente (how-lies) eu me pego traduzindo minhas idéias para situações em um campo de futebol. É incrível a aceitação das minhas teorias entre os homens. Quando o assunto é trabalho em equipe, características pessoais, funciona que é uma beleza. Já com a mulherada, principalmente com a Michelle, o esquema tático sai pela culatra (aí, ela diz que eu não entendo mesmo o mundo dela etc). Motivos:

a) São onze jogadores em cada time, ou ainda, são três compartimentos: defesa, meio-campo e ataque. Tem o técnico e o goleiro, mas deixa pra lá. Não entrarei neste nível de detalhe. Bom, o negócio é que é difícil fazer analogia com relacionamentos amorosos que se restringem a duas pessoas, onde 50% deles normalmente não compreende a mística do novo campo de discussão.

b) ... Putz, acho que era só um motivo mesmo. Mas ele é realmente muito importante, certo?

6.3.03

EXTREMOS

Ninguém pode negar que a força de pontos antagônicos aumenta à medida que eles se distanciam. Para se alcançar uma felicidade extrema é necessário que se passe por uma grande tristeza. O retrato destas situações é conhecido como arte.